O blog é dela!!

Eu sei que um dia ela me vai "matar", mas até lá vou curtindo, escrevendo sobre a melhor coisa que me apareceu pela frente depois de ser mamy, a minha Besuguinha Mariana :)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011





Do Quinto Mês ao 1 ano da Besuga

Até que gosto de escrever, e mais ainda quando se trata da minha neta… mas os meus afazeres nem sempre me deixam tempo livre e disposição para aqui vir, e depois escolher as fotos,  enfim… muito trabalho para tão pouco tempo. Mas ainda assim e já que a Mariana esta quase a fazer 2 anos, sim 2 anos, vou tentar actualizar o blog senão um dia destes a rapariga ainda casa e não consegue ler a historia que a vovó tenta narrar entre uns e outros episódios.

Já com os meus filhos aconteceu o mesmo. Adoro os 6 meses. São bebezões simpáticos, reboludos, cheios de “banhas” boas para a gente apertar. E assim foi com a Mariana, que dos 5 para os 6 meses estava uma bebe lindo de morrer. Sou suspeita, porque sou avó, mas concordam comigo, a minha Nana é linda mesmo.


O quarto da piquena continuava sem o berço, uma vez que estava no quarto dos pais. Por esta altura, Maio de 2010, colocámos a cama de grades no quartito, retirando apenas o biombo. A cama de grades branca, vestida com edredon branco, os laterias que protegem das grades, brancos e almofadas brancas; do tecto saiu um dossel branco, muito  simples,  que tornou o quarto leve, quase parecia uma nuvem que estava naquele canto.  Mas nem assim a piquena lá dormia sozinha. Continuava no berço, já pequeno para ela, no quarto dos pais.


Adoro esta foto. Aqui a Mariana estava com 5 Mesinhos. A Natacha continuava a ser a sua fotografa e a cada sessão a Nana se entregava mais, como se de uma profissional se tratasse. A relação com a máquina, estúdio  era perfeita. Ela parecia adorar :) 
O 5º Mês da Mariana ficou marcado pela partida do bisavô paterno, com quem todos nós tínhamos uma relação muito próxima. Claro que a Nana não entendeu. Nestes dias terríveis, ficou com a prima Susana, que um dia destes há-de ser a sua madrinha, a fim da família fazer o luto necessário. A esta altura a minha filha ainda estava de licença de maternidade, uma vez que tinha optado pelos 5 meses. Em relação aos meses passados, a Eliana parecia estar bem melhor. Aquela menina, fazia com que ela andasse para frente, mesmo com a tristeza de ter perdido o avô, bem como continuar sem saber da Bê.

No tempo disponível a Eliana começa a busca por um colégio para a Mariana. Afinal em Setembro a pequenita tinha de se fazer à vida, a Mãe tinha de voltar ao trabalho e avós disponíveis, não existem ;)


Estes meses da Mariana, foram bastante melhores. As cólicas nao existiam, começou a comer, com um apetite enorme, e as "lites" (faringite, laringite, otite...)ainda não tinham começado a surgir. Depressa chegaram as férias e com elas a vida da Nana mudou, ou seja ficou com os avós :)
Montargil, Alvor, e Costa. A rapariga parecia que crescia de dia para dia. Sempre muito bem disposta, devorava as refeições, dormia tranquilamente, era um bebé que transbordava felicidade :)

acabadinha de acordar







        A Mariana com 6 Meses



A 13 de Julho aparece o 1º dentinho, uma graça, depois de algum tempo sempre com muita baba, a 26 de Julho aparece o 2º dentinho!


Na praia, era um prazer estar com esta menina... agua, agua e mais agua, fria ou não o "shap shap" era com ela. Com os todos os cuidados devidos, muitoooooooooooooo protector, muita agua, passou bons dias de praia e também de piscina, neste Verão. Posto isto a mae resolve fazer uma inscrição num estabelecimento para a Mariana ter aulas de natação e assim,  a 18 de Julho tem a primeira aula de natação, junto de outras criançinhas e respectivos pais. De fato de banho e touca, a Mariana, estava um apetite!!

A 26 de Julho, primeiro dia de férias da avó, foi ao jardim zoológico. Num dia de calor terrível, 41ºgraus, não deu para perceber bem o que lhe estava a acontecer, mas foi olhando, com alguma curiosidade para os bicharocos. Curiosamente neste dia, dormiu sozinha no quartito dela. Foi a primeira noite :)



E depressa chegamos aos 7 meses e com eles uma nova vida, e uma nova sessão

A 30 de Agosto entrou para o colégio....!!

Depois de várias visitas a colégios, dentro da área de residência, a minha filha optou por este colégio. Segundo ela, gostou muito da Directora, e as instalações/preço eram aceitáveis. Claro que queremos sempre o melhor, mas o lado económico também pesa, e este estabelecimento parecia enquadrar.se dentro do que a Eliana e o Francisco pretendiam. Não disse prego nem estopinha, até porque há já alguns anos, que estou fora desse meio e como ate moro deste lado (lisboa) as minhas referências eram poucas. Apenas conhecia o Colégio do Vale onde andaram os meus dois filhos e conheço os donos do colégio Guadalupe, que também na altura dos meus filhos tiveram o Externato "Novo Dia" que também foi frequentado pela Eliana e pelo Miguel. Posto isto achei melhor não dar palpites. É uma decisão dos pais, com um nível muito alto de preocupação; afinal durante um largo período do dia, a nossa menina ficaria entregue, supostamente a Educadoras e Auxiliares, que tratassem dela, aplicando os conhecimentos inerentes à profissão bem como uma dose grande de carinho e atenção.
Passado um mês e pouco, resolvo ir com a minha filha buscar a Mariana ao colégio. Não gostei do que vi. Aliás, nem vale a pena descrever, porque poderia ser mal interpretada uma vez que a pequena é minha neta.
E pensar que  poderia estar muito melhor, num estabelecimento da Misericórdia....enfim, opções!! Adorava e a Eliana sabe bem, que a minha neta fosse acompanhada pela Luisa Costa, nossa colega da Santa uma Auxiliar, como há poucas!! Certamente que estaria em muito boas mãos :)


A partir do mês de Outubro, a Mariana estava constantemente doente. Os médicos referiam-se aos infantários com os infectários. Pouca ou nenhuma possibilidade tínhamos de alterarmos as nossas vidas . Era um mal necessário a Mariana frequentar o colégio. Quando um menino estava doente, os outros eram solidários e ficavam também... foram meses a caminhar para a pediatra e para o Cuf descobertas onde nasceu e onde a minha filha faz questão de ir quando se trata de uma urgência. Faringite, conjuntivite, laringite enfim foi uma fartura. A Eliana metia baixa atrás de baixa....  e a pequenina sempre doentita. Foram tempos difíceis de viver, ver aquela pequenina com dificuldades de respirar, a febre que teimava em não baixar...bolas, havia de haver vacinas para tudo!!
Os episódios menos bons, no referido colégio, foram surgindo e os pais constatando!! Deram alguns alertas à Directora mas não surgirão efeito.
Segunda vez que a vou buscar ao colégio, ia-me dando uma coisinha. A menina, e porque estava já doentita, sujou a roupa, vestiram outra, que voltou a sujar com diarreia. Por fim, num dia terrível de frio fui dar com a criança, sem body, sem colans , apenas com umas calças de fato treino e uma camisola. Um estabelecimento destes não tem mudas de roupa suplementares para um caso destes? Inclusive poderiam ter ligado ao pai que rapidamente la chegava com roupa... por amor de Deus, para mim foi a gota de agua!!
A par disto, fomos detectando em várias situações que a Mariana colocava um dos olhitos ao canto. A 18 de Novembro foi a uma consulta da especialidade (6 meses de espera) a uma médica XPTO, que nos garantiu nao ser nada de mal, apenas o olho preguiçoso. Antes isso :)

Os 8 meses chegaram num instante

8 meses 
Já gatinhava por todo o lado.  Já comia quase de tudo, mas à conta de estar quase sempre doente, dormia no quarto dos pais. 
Com o avô superbabado
Com a vóvó hiperbabada ;)

A sessão dos 9 meses foi muito interessante. As sessões da Natasha eram sempre temáticas e como dia 31 de Outubro era o dia das bruxas, a minha bruxinha, doente que estava neste dia, sob o efeito de Benuron lá foi tirar umas fotos!
A hora do banho é uma festa :)

O banho que ela tanto gosta


Em todas as ocasiões a maquina é bem vinda 

O tempo passava e a mariana continuava doente! A pediatra por um lado achava normal, dado ser Inverno, frequentar um infantário e eu a achar que devia ser operada, ao que os médicos hoje em dia não querem, mas que certamente seria um alivio. Dizem que serve de filtro e não se devem tirar, refiro me aos anedoides (acho que não é assim que se escreve)!!!

Mariana 10 Meses

Vermelho e branco, as cores escolhidas para a sessão dos 10 meses. Continuava doente, mas quando via a máquina fotográfica as melhoras eram visíveis.  A Eliana continuava com o horário de amamentação, pelo que saia mais cedo do trabalho,  para ir buscar a besuga ao colégio. Um ou outro fim de semana ficava comigo e com o avô. Pesava .....kg (tenho que perguntar á mae dela)
Fazia 1 ano que não viamos a BÊ. só sabiamos que ela estava bem...
11 meses


 Sessão dos 11 meses. O cabelito por esta altura começa a querer encaracolar, já segura melhor os ganchos. continua a gatinhar por todo o lado e emite uns sonhos no mínimo estranhos. Tem um carinho especial pelo pai. Como a Eliana se levanta muito cedo, é ao Francisco que cabe a missão de levantar a filha dar o biberão, vesti-la e levá-la ao colégio. Há uns anos atrás achava isto impensável .... mas o rapaz revelou-se, é um excelente pai, sempre presente, com muitos cuidados com a criança.




Quando está sugadita é uma ternura !!










este mês teve 2 sessões, a normal e a do Natal. aqui fica o registo:

Mariana 11 meses



e por aqui fico,  esperando actualizar rapidamente  este blog ! ;)


domingo, 12 de setembro de 2010

O terceiro e o quarto Mes da Besuguinha

Besuga aos 3 Meses

Aos 3 meses a minha besuga pesava 5.kg e media 61 cm. A gastroenterite não a deixou aumentar muito de peso, mas de acordo com a informação da Pediatra, estava bem. Como estava só a mamar, iria introduzir o leite artificial, Nutriben Natal AR (parece o nome de uma companhia de navegação área) como complemento da última mamada. Resultou muito bem. Na semana seguinte a menina estava com 5.470Kg.

Alem das vacinas do Plano, tomou também a Rotarix, contra as gastroenterites, pela módica quantia de 81,06€!(Só mesmo para quem pode!!) Não teve febre, nem nariz húmido nada… a pequena reage bem às vacinas!!

As noites estavam a ser bastante melhores mas ainda acordava de noite para comer. Continuava no quarto dos pais naquele bercinho, que optamos por tirar do quarto da Mariana e colocamo-lo ao lado da cama da mãe.

A Mariana irradiava felicidade, sorria frequentemente, muito bem-disposta. Por acaso não me lembro dos meus filhos sorrirem tão cedo, mas esta menina é de facto incrível.

Estávamos em Abril e a Primavera estava no seu auge, os dias bons começavam a aparecer o sol convidava a um passeio e a Eliana opta por umas escapadelas com a menina. Depois de um Inverno rigoroso, fez muito bem à minha filha, sair, vir ao emprego, dar a conhecer a pequenina. Bolas, quanto não vale acordarmos, e sermos encadeados com a luz do sol, uma luminosidade que nos contagia e que nos dá energia para viver com outra intensidade, comparando com os dias de chuva e frio…

Segundo opinião médica a minha filha estava à beira de uma “depressão pós parto”. E tinha pesados motivos para isso acontecer. Ausência de noticias da Bruna, perdemos completamente o contacto com esta menina, foi para a família adoptiva no final de Novembro 2009 e o único feedback que temos é que o processo de adopção está a correr bem. Muito bom para a Bruna, sem duvida que sim, mas, e o que nós adultos fazemos com o sentimento que criamos e que nutrimos por esta menina? Profissionais que deveriam ter acompanhado este processo e não o fizeram, desconhecem ainda hoje a ligação que esta criança criou com a Eliana e com a família, e falo também por mim, que sinto uma revolta enorme por ter sido apanhada neste tumulto de sentimentos com uma criança que desconhecia até então que existia e de repente dou comigo envolvida, apaixonada seduzida, e porque meia dúzia de regulamentos, mais meia dúzia de orientações fizeram com que perdesse esta menina, como se tivesse morrido. Respeito o sigilo profissional a que estes profissionais estão sujeitos e que têm de cumprir, não entendo é como um processo destes acontece e fica por ai mesmo. Para a Bruna foi mais um abandono, para nós.. nem sei exprimir o que é, aliás recuso-me a pensar que nunca mais vou ver esta menina. Kiça um dia o destino faz com que eu a veja, e aí, certamente não vai haver regulamentos nem orientações, nem medos que me imponham o contrário. Tenho saudades, difíceis de suportar, de estar com ela, de a agarrar, de lhe dar muitos beijinhos, de lhe chamar a nossa “xaloia”, de a ouvir perguntar…” oh iana já é de note?” Oh iana o bagueli (leia-se Miguel) comeu as minhas buachas (leia-se bolachas)! E muitas, muitas mais vivências, que esta menina teve connosco, que nos ensinou a amá-la incondicionalmente. Adiante que este assunto incomoda-me!

Mas obviamente que não foi só por este incidente que a minha filha se foi abaixo. Foi também as muitas horas sozinha com a bebé, entregue a ela própria, sem ninguém por perto, as dificuldades que iam surgindo, pontualmente, e que lhe exigiam uma resolução, os dias sombrios, chuvosos, que queiramos ou não nos afectam psicologicamente. Apoio, muito apoio foi o que a Eliana precisou e não o teve como queria ou precisava. Todos nós trabalhamos, e durante a semana era impraticável estarmos com ela.

Com o passar dos meses, a bebé crescia e a vontade de vestir os vestidinhos com folhos, os laços, usar e abusar do cor de rosa, do verde alface, os chapéus com imensa graça, as chuchas a condizer, uma verdadeira panóplia de adereços que tornavam a minha besuguinha ainda mais apetitosa.

Esporadicamente, ficava comigo e com o avô super babado, ao fim de semana. Portava-se lindamente e não acordava de noite. Era maravilhoso revivermos o nosso período de vida, quando fomos pais, com a nossa netita.




Aos 4 meses a Mariana pesava 6.250 kg e 64 cm. Estava no percentil 50 no peso e 90 na altura.

Neste mês, e por orientação da pediatra, a Mariana começou a comer. Começou pela 1ª papa da Nutriben, seguiram-se as papas de fruta e finalmente a sopa de legumes. Gosta de tudo, come com prazer, percebemos que tem apetite, certamente não irá ser aquele tipo de criança difícil de se alimentar! Ainda este mês levou as vacinas do Plano e mais a Prevenar, vacina pneumocócica, contra a meningite, pneumonia bacteriemica e sepsis e contra a carteira de qualquer ser humano, empregado por contra doutrem!

As sessões fotográficas com a Natacha continuam todos os meses. Fica aqui o registo da minha besuguinha, que “se faz” à máquina fotográfica, descaradamente, tanto com a Natacha como com a mãe!! É super fantástica…linda, linda, linda!

Continuo apaixonadíssima, por esta garota!

domingo, 11 de julho de 2010

O Primeiro e Segundo Mês da Mariana

O primeiro mês da Mariana, decorreu sem grandes sobressaltos,ou melhor com alguns sobressaltos, tirando o facto que comia de noite, quase de 3 em 3 horas, situação com a qual eu discordei e discordo completamente. Mas a mãe é ela e não eu, e como tal limitei-me a ser espectadora, não deixando de lançar para o ar umas piadas, do tipo a “a miúda tem fome…” “não sei se o teu leite é suficiente”, e tal, mas não fui bem sucedida. Foi a uma pediatra, ao fim de 15 dias, que obviamente falou com ela e lhe disse para insistir com o leite materno. Passou a ir pesar a Mariana de 8 em 8 dias, para perceber se estaria a aumentar de peso. De facto aumentou, mas ainda assim, achei pouco.

Com o passar dos dias, as crises de choro da pequenina, começaram a aumentar, aparentemente sem explicação. Só se calava de mama na boca, e aí percebemos que seriam cólicas. A Eliana alterava a sua dieta para tentar perceber se era alguma coisa que comia que provocava cólicas à bebé,..no dia seguinte parecia pior. Ela tinha crises de depressão, porque já achava que seria ela, mãe de primeira viagem, que não tinha capacidade para tratar da besuguinha. Para mim não foram dias fáceis. Nem sei quem me preocupou mais se a pequenita se a grandita. No dia 9 de Fevereiro, sai a meio da tarde do trabalho decidida a dar a volta à situação. Já tinha lido algures, informação sobre um chá, para as cólicas do recém nascido. Comprei o chá da Nutriben – Gases, e lá fui, confiante que iria resolver ou pelo menos minorar aquela situação. Nesse dia a minha rica filha estava transtornada. Assim que cheguei e a vi, de imediato peguei na pequena, enrolei-a na mantinha e vim beber um café. A Eliana necessitava de um tempo para ela, para tomar um banho, para descansar a cabeça nem que fosse por uns míseros minutos. Claro que a rapariga na rua ou no carro, cala-se, parece que fica sem dores, mas acho que acontece com qualquer criança. De regresso, falei com os dois e consegui convencê-los a comprar uma lata de leite para tirarmos as teimas. Além das cólicas, a Mariana podia também não ficar saciada com o leite materno e ter fome. Mas…Não compraram. Preparei o chá, não sem antes ter falado com o casal e bastante assertiva, disse que o iria dar à menina. A Eliana e o Francisco ouviram-me e olhavam-me desconfiadíssimos, como quem diz… então a pediatra receita o Biogaia, massagens na barriga da bebe, agua so aos 4 meses e de repente aparece a “sogra”/mãe e dá de uma virada 50 ml de um chá que nunca ouvimos falar…. Não precisavam falar… eu lia na expressão deles, cada palavra que pensavam.



Assustados, era como eu achava que estavam. Já à noite, demos um valente banho à criança uma vez mais o chá, mama. Dormiu até as 7 da manha. O chá tinha sido eficaz!!

Nos dias seguintes, percebemos que se a Mariana não tomasse o chá, as cólicas regressavam.

O chá passou a fazer parte da refeição da Mariana; antes do leite mamava o chá, e o alívio das cólicas, era notório.

A Mariana entrou no seu 2º mês de vida, com o peso normal, mas muito comprida. As feições, começaram a tornar-se parecidas com a mãe, mas sempre com os olhos do pai.
Assim, foi à consulta da  pediatra -  2º Mês

Paso - 5.010Kg com 59cm

Dia 22 de Março - Primeiras Vacinas

VIP – 1.ª dose (Poliomielite)

DTPa – 1.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)

Hib – 1.ª dose (doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b)

VHB – 2.ª dose (Hepatite B)

Prevenar (não está no PNV)

Não ficou prostrada nem com febre. Talvez um pouco resmungona, mas nada como antigamente, que ficavam cheios de febre, por vezes até vomitavam... enfim as coisas evoluem.

Aos 2 meses e pouco, fez a primeira visita às urgências do Hospital onde tinha nascido. Valeu-nos bem so o susto!!
No dia 24 de Março, começou com diarreia. A elaiana contactou a pediatra, que lhe disse para controlar se aparecia febre ou não.


Dia 26 de Março - começou a vomitar, a pediatra mandou dar agua com açucar aos poucos, se não resultar ir às urgência por causa da desidratação
-Jantamos lá em casa e não gostei do que estava a constatar... a rapariga pequena, após comer, em jeito de bolsado, vinha uma golada daquelas. Optamos por ir às urgências  da cuf descobertas.

 A Medica que a assistiu deu-lhe logo soro e avisou que se ela rejeitasse o soro ficava internada! tomou soro e veio medicada para casa - Gastroentrite Viral.
Regressamos a casa. Nesta noite dormi lá. Achei melhor, para descanso do meu genro que com estes episódios estava quase em coma! e profundo, acreditem...

Alguns dias depois, dia 30 de março - Consulta Pediatra por causa da Gastroentrite. 4.980kg - Tadinha, tinha perdido peso. A médica de imediato mandou parar a  medicação.

Dia 2 de abril (6ª feira santa) teve uma recaida, voámos para a  Cuf. Por sorte apanhamos a mesma médica que de imediato lhe fez uma analise à urina. Felizmente estava tudo certo. Se não melhorasse teriamos que marcar uma ecografia abdominal. Não foi preciso. A Mariana melhorou a olhos vistos.

Este foi o primeiro episódio, certamente de muitos que vão aparecer, como é normal nas criançinhas.

Como apanhou uma gastroentrite viral, não sabemos, possivelmente algum de nós transportou o virus para casa e foi o suficiente para ter acontecido isto.
A vóvó muitooooooooo babada!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Enquanto o tempo passa!!! A ultima vez que aqui escrevi foi há 4 meses. Tinha a minha Mariana nascido há uns dias.


Desde aí, muitas emoções, muitas coisas boas tem acontecido…!! Quando as minhas amigas me diziam, …” Maria, tu não queres ser avó, mas nem sabes o que perdes, é melhor do que ser mãe”… eu achava que elas estavam loucas. Para mim, há uns meses atrás ser avó, era significado que os meus filhos já não eram aquelas crianças, o meu raiozinho de sol e a minha estrelinha do mar, que passaram por diversas fases, nomeadamente a adolescência, que tanto gostei, em que partilhámos imensas situações, e que portanto, ao serem pais, seria o assumir de uma vida adulta, em pleno, em que em vez de eles andarem atrás de mim, seria eu a andar atrás deles, a tentar acompanhar um ritmo de vida, que não seria o meu. Mas não só por estes motivos, que claro são meramente pessoais, mas também, pela qualidade de vida e diversidade de oportunidades, que hoje em dia existem, e que não vale a pena assumir uma vida a dois, muito cedo. Estabeleci uma meta a mim mesmo de forma a mentalizar-me, para ser avó; 25 anos, uma idade razoável para os meus filhos serem pais. Obvio que não posso obrigar os meus filhos a cumprirem um calendário imaginário. Além de que não era esse o objectivo. Foi mesmo, o criar uma meta, para ser mais fácil aceitar a condição de avó, que eu achava … que não iria adaptar-me de animo leve.

De facto a Eli teve a sua bebé, no dia em que fez 26 anos. Não pelo meu calendário imaginário, mas sim porque queria.

O Miguel…acho que vai cumprir o tal calendário integralmente! Ou seja, está com 25 anos, e nem pensar em criancinhas, aliás quando pensa nos amigos que com a idade dele já são pais, fica completamente atónito. Kiçá daqui a 10 anos! ;)diz ele, e digo eu, claro ;);)

Esta introdução toda para dizer , que me é difícil descrever o que é ser avó! Que é maravilhoso? É pouco… Que me faz bem à alma, que me apetece viver mais 100 anos, que me criou objectivos (esta palavra, agora usa-se muito )que mudou a minha forma de estar e ser, dou comigo a pensar naqueles olhinhos amendoados, naquele sorriso, que transmite uma felicidade quase irreal., enfim, quase me tira do sério… Concerteza que ficaria toda a noite a falar da minha menina. A história repete-se, há momentos muto idênticos em que penso… já passei por isto, aconteceu-me o mesmo, é o reviver a minha vida quando fui mãe pela primeira vez.

A Eliana tem-se revelado uma óptima mãe. Sem experiência nenhuma, e com o Francisco com o horário de trabalho normal, passa muitas horas sozinha com a filha, e tem se desenvencilhado muito bem. Com momentos bons, outros menos bons, lá vai criando a Mariana com todo o amor e paciência do mundo. O único “senão” é o facto de parecer ficar possuída por um medo inexplicável quando se trata de tomar uma atitude não planeada em relação á sua bebé. Mais á frente vão perceber porque digo isto!

Vou tentar descrever estes 3 meses que passaram, a evolução da mãe e da filha, ahhh e claro da avó também.

Por agora, aqui ficam umas fotos da primeira sessão fotográfica da Mariana, no dia em que fez um mês. Uma delicia!!

 
 
  Abraço, da vovó!!
 
 
 
 
 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Mariana com 17 dias



E aqui está a minha Mariana! Digam lá que não é Linda!!

Babadissima que eu estou ;)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O dia a dia da Mariana... e da Eliana!

Antes de falar da minha gaiata, quero agradecer à fantástica Natacha da Petit-Etoile, pelo magnifico registo fotográfico que fez, já no final da gravidez da Eliana. Uma recordação que irá ficar sempre presente.

Todos os dias tenho tirado fotos à minha neta. Os episódios não tem sido muitos, mas os que tem havido tem sido fortes. Na ultima noite, a pequerrucha começou com as famosas cólicas que todos os recém nascidos têm e ela ainda não tinha tido. Foi uma noite daquelas. Os pais aflitos, impotentes com um ser tão pequenino, o que fazer, como aliviar?? Não há muito a fazer tirando ums massagens á barriguita e umas pingas de Aerom. E assim pela manha conseguiram dormir/descansar os três.

Não me lembro dos meus terem tido cólicas, nem sequer, acordarem de noite para mamar. Foram bebés muito disciplinadinhos :)

A Mariana adora o banho. Dia a dia, tentamos que seja um momento calmo, agradável e cheirosinho, o que não é dificil com todos aqueles produtos da Mustela. A mãe besunta-a de cremes, veste-lhe a roupa, e mama a seguir. Tem dormido bem a seguir ao banho, e dai que optamos por uma hora tardia, uma vez que esta menina veio com os soninhos trocados.

Amanhã vai pela primeira vez ao pediatra. E desta vez a Eliana não optou pela Cuf Descobertas onde a rapariga nasceu. Sem grandes opiniões ou testemunhos marcámos consulta numa pediatra bem perto de casa dela. Vamos ver como vai decorrer.
É incrivel, como um ser tão pequenino exige tanto tempo e disponibilidade de quem dela trata. O dia passa num instante. A minha filha quase não tem tempo para nada.

Eu ando nas nuvens  completamente. Esta semana de férias ;) Não quero nem pensar como vou trabalhar para a semana e naturalmente só as vou ver ao fim de semana!!  Vai custar muito mesmo!

Nas primeiras horas de vida da Mariana, achei que era a cara do pai, o Francisco. Dia a dia parece-me que a rapariga está a mudar de feições. Até o cabelito me parece mais claro. Vamos ver a evolução.

domingo, 24 de janeiro de 2010

A Mariana já Nasceu!!

Dia 19, conforme orientação médica, a Eliana logo de manha foi vista pelo médico, fez o toque, o CTG, e o medico disse-lhe que convinha o quanto antes a rapariga vir cá para fora. Na consulta anterior tinham falado em ser dia 22, a cesariana.

Há um ano atrás, à 00.10, de dia 20, hora em dia que a minha filhota nasceu, eu o pai e o irmão, combinados com o Francisco fizemos aquilo que deveria ser um serenata e nunca foi. O Miguel com uma guitarra com 2 cordas mais bambas que uma liana em plena selva, eu, com a minha voz sensual e afinada tipo cana rachada e o pai armado em Pai Natal fora de horas com a prenda. Valeu pela intenção e pelo cómico da situação.

Este ano, a Eliana estranhou! À 00.00 de dia 20, nem o pai nem a mae nem o mano.... nenhum de nós lhe telefonou a dar os Parabéns.

Pelas 9.00 da manha liga me a perguntar porque ninguem lhe dava os parabéns. Explicações dadas, disse-me que ia passar o dia com o marido e que á noite jantariamos todos juntos. Achei bem...

Voltei ao trabalho convencida que a Eliana iria ter um belissimo dia de aniversário!

Era quase meio dia e telefonei-lhe. Não me atendeu. de repente o meu telemovel toca e vejo que é o Francisco. Atendo e de imediato, sem me deixar falar ou sequer respirar e oiço a minha filha:

Oh mãe, desculpa, queria te fazer uma surpresa....a tua neta já nasceu!!!!!!!!!

bom...fugiu-me o chão...porquê não me disse nada, porquê esta surpresa, se eu até tinha gosto em assistir ao parto, eu nem sequer sofro do coração para ela me ter feito isto... entretanto oiço a piquena, a minha neta a chorar de goela bem aberta. A voz da minha filha, estava baça, parecia  sedada. desliguei o telefone e nem queria acreditar. A minha neta tinha nascido.... liguei para o Luis que entretanto também ja tinha recebido a noticia. Corri para as minhas colegas e contei... todas elas se riram. Afinal tinha sido uma grande surpresa ou melhor uma bela partida!!

Tulipas para a minha rica filha, e voei para a CUF Descobertas.A minha ansiedade em ver a rapariga era muita, e a de conhecer a carita da minha neta, mais ainda.

A Mariana nasceu atraves de cesariana, com 3,510 Kg e 51 cm de comprimento. Morenita, a cara do pai com cabelo qb e um grande hematoma na cabeçita provocado por uma ventosa que o medico teve de aplicar, por se encontrar muito encaixada e dificil de ser retirada. Para ajudar todo este processo, tinha o cordão umbilical à volta do pescoço.
Quando chego ao hospital, a Eliana já estava no recobro, mais a sua filhota.

Que estranho a minha filha ser mãe... eu ser avó... tinha de ver... interiorizar isto não é fácil. Já perto da porta de entrada da sala do recobro, quem vem a sair??  O Luís, o avô mais babado que já vi. Estava feliz, feliz, feliz!! A sua loura, a sua querida filha, tinha tido um bébé. Outra menina, para lhe fazer brilhar o olhinho!!

Entrei e dei de caras com a Eliana inchada, mas claro, sempre muito bonita! Ao seu lado, uma "coisa" toda muito cor de rosa, compridita, de nariz arrebitado e uns olhitos que pareciam rasgados.

Era a minha neta, a minha Mariana, que era para se chamar Caroliana, Beatriz, Mafalda, Leonor e que ficou Mariana ;)

Neste dia, 20 de Janeiro de 2010, e após o nascimento, mãe e filha encontravam-se bem. o pior mesmo foi no segundo dia. A Eliana tinha dores, dores que o médico dizia que não tinham de existir, pois estava tudo bem. Dores que não passavam com comprimidos e que aos poucos durante o dia espalharam-se por todo o corpo, mobilizando-a completamente.  Naquele corredor, várias mães que tinham passado por cesariana, e so a Eliana e outra é que se queixavam com tais dores. As enfermeiras justificavam com o "ar" que tinha entrado para o organismo. Falavam em gases, mas o que nos era permitido ver, era a minha rica filha que quase não andava, os braços não levantavam, quase não se mexia. Recomendação: andar no corredor para o ar descer. Quanto mais tempo permanecesse deitada mais o ar subia. Que coisa estranha... nunca tinha ouvido tal coisa. Nessa noite dormi no hospital, para lhe dar algum apoio, porque nem a menina conseguia tirar do berço para amamentar. Foi uma noite daquelas... a Mariana até à meia noite dormiu;  da meia noite ás quatro da manha foi um berreiro, com chucha, sem chucha, ao colo ...enfim coisas de recem nascidos.Nessa noite a Eliana dormiu sentada numa cadeira. Foi a melhor posição que arranjou para suportar todo o incomodo que sentia. No terceiro dia, uma nova enfermeira que percebeu que a Eliana não estava bem, decidiu intervir. Todos para fora do quarto e ficaram somente as duas. Algum tempo depois, a minha filha saiu, já a andar sem dor, ja levantava os braçitos e enfim as melhoras foram notórias. Porque não fizeram este "tratamento no 2º dia" perguntas que não obtenho resposta. Não entendo.

Engraçado foi que no 2º dia e perante a impaciência da mãe com tantas dores, resolvi pegar na criança e vir dar uma volta com ela para o corredor. Como o avô estava na sala de espera, fomos ter com ele.Houve uma enfermeira que me disse que não podia sair do corredor dos quartos, pois o alarme da bébé disparava na central. Ok, voltei para o quarto. No outro dia soube que a Segurança accionou o plano X, ou seja fechou tudo o que eram portas de acesso ao exterior, fechou as garagens, e mais, tomou outras medidas tidas por convenientes quando surge a suspeita de desaparecimento de um bébé!! No dia seguinte ouviam comentários como ...ontem quizeram roubar um bebé..., encerraram o hospital... deve ter desaparecido um bebé! Enfim, ningém me entende!!

No quarto dia, a Eliana e a Mariana tiveram alta, iniciando assim uma nova etapa de vida


Bem vinda Mariana ;)

sábado, 16 de janeiro de 2010

episódios de uma gravidez

A minha rica filha, hoje tinha marcado uma ida ao hospital, mais propriamente as urgencias ( o obstreta que a segue estava de banco) para fazer uma eco, o "toque"  e o CTG. Fiz questão de a acompanhar afim de me inteirar de algumas dúvidas que eu tinha.

E assim foi. Começou por fazer o CTG, que segundo a sua opinião estava 5 estrelas, embora não acusasse contracções. De seguida fomos para as urgencias para entao ser vista pelo Dr. X. Fez o toque, e fez a eco.

Então a conclusão do médico foi a seguinte:

Estava tudo bem com a Mariana, a placenta esta bem, e o liquido amniotico também, embora continuasse mto descida, e o útero muito fechado. Confirma que a minha filha tem 38 semanas e 3 dias, e diz-lhe para voltar na proxima 3ª feira à consulta, se não acontecer nada até lá,  para marcar a Cesariana. Frizou pela 2ª vez que a pequena já não adiantava estar dentro da barriga da mãe.
Cada frase que ele dizia eu tentava memorizar, queria perceber aquilo que para mim, pelo que a Eliana me contava, eu já tinha concluído.

Ora bem, sendo prática e objectiva e nem por um momento pondo em duvida o profissionalismo e conduta ética do médico e do hospital, acredito que hajam objectivos a serem concretizados. Hoje em dia a sustentabilidade de qualquer profissão em empresas, instituições e até privados, passam por cumprir objectivos, atingir metas. E este hospital particular, não foge à regra!!

Então...Se está tudo bem com a Eliana e sua bebé, se esta com 38 semanas, não tem dilatacções, nem contracções, porque não esperar até ás 40 ou 42 semanas para eventualmente ter um parto normal. Tal como ele disse hoje, na obstetricia o que hoje é, amanha pode não ser. Kiçá a Eliana não desencaderá as contracções e fará a dilatação necessária na altura certa?? Obvio que também poderá nunca fazer as dilatações necessárias, mesmo que se opte por induzir o parto. Mas para isso terá que se esperar, e isso é o que o hospital não pretende. Ao esperar,  atingir ou não as 40 semanas, se fôr de repente, eventualmente este hospital poderá perder esta cliente, porque secalhar dirige-se para o publico mais perto e aí fará o parto. Este factor é sem duvida um objectivo, e forte!

O papel do médico é sensibilizar os pais, que até estão fragilizados com a situação, a fazer o parto umas semanas mais cedo, para não correr o  tal risco de ir parar a outro sitio.

A informação médica de que a criança já não fazia nada na barriga da mãe, já vinha da consulta de 4ª feira.
Engraçado que hoje, e antes da Eliana ser vista, enquanto aguardavamos na sala de espera, espreitamos um bebe acabadinho de nascer, na sala de neonatologia. Em conversa com o pai desta bebé, o mesmo relata-nos o que aconteceu, como foi, e às tantas diz-nos: "...a minha mulher estava de 38 semanas, e a médica disse-nos que a menina já não estava a fazer nada dentro da barriga e o melhor seria a cesariana..."

Opahhh....então?!? Já ouvi esta conversa... o médico da Eliana ja tinha dito o mesmo em relação á nossa bebé. Que coincidência não acham?

Depois deste relato, devem pensar que sou contra as cesarianas. Mas não, de todo que não!!
Quando se chega á minha idade, a qualidade de vida é uma referencia e como tal, sofrimento, dor, não tem justificação. Como tal, hoje em dia eu optaria pela cesariana, e não pensaria em mais nada.

Mas, a minha filha não quer cesariana, quer, tanto quanto possivel, um parto normal! Está a ser subtilmente induzida para uma cesariana, justificada com o tempo, com o correr riscos "desnecessários" etc. O hospital ganha terreno, pois há um aliado fortissimo nesta decisão. Enquanto a futura mãe se entrega a este dilema,  a figura do futuro pai, que num estado de ansiedade, e com a sensibilidade à flor da pele, concorda com tudo e até defende a posição do médico, porque este lhe transmite a confiança e estabilidade que ele necessita.

Obvio que se a Eliana fosse seguida no público, esperaria pelas 42 semanas, e nessa altura se nada acontecesse, seria um parto induzido e ao fim de umas horas se não nascesse, optariam pela cesariana, e porque? porque se trata de uma operação e como tal os custos são elevados e o estado não está cá para pagar operações de animo leve. Só quando não ha outra hipotese!!

Claro que nesta visita,  limitei-me a fazer uma única pergunta com tudo isto. Percebi o que tinha para perceber, e nem foi preciso fazerem-me o desenho.

Apesar da postura do médico, confio nele, acredito que é um belissmo obstetra, e acima de tudo acredito que tudo vai acabar em bem.
Por fim, espero como mãe e como mulher, que a Eliana no público, ou no privado tenha a sua filha sem sofrimento. (venha de lá a epidural ou a raqui ou qq outra que tire as dores)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

38 semanas

Faz hoje 38 semanas. Começa a cotagem decrescente!

Acho que vou ter de mudar o nome ao blog! A rapariga vai deixar de ser Carolina para passar a ser Mariana! Alias Mariana Filipa

Nao sei se amo de paixão este nome. Desde o inicio, ainda a Eliana não tinha a certeza que estava grávida que eu lhe disse, vem ai uma Maria Carolina...!
Mas reconheço que devem ser os pais a escolherem o nome. Para mim fica a recordação apenas de um nome que eu gosto associado ao Querido Mudei a Casa.

Mas é engraçado que penso neste quarto e acho que tem cara de uma Carolina.

Mas, venha de lá a Mariana, de preferência linda como a mãe! De facto a Eliana sempre foi um bebé muito bonito, e refiro-me ao primeiro mês, em que geralmente ou putos quando nascem são enrugadinhos, sem pestanas, com a testa mto franzida, cabeludissimos, com o cabelo mto escuro, o tom da pele muito  vermelha... enfim... obvio que são bebés e estão associados a um lado enternecedor que nos afia a emoção e nos derretem ao primeiro olhar, e inevitavelmente dizemos ... oh que lindo, que ternura!! E de facto são! Principalmente aos olhos das mães.

Apesar de terem passado 24 anos do meu filho Miguel ter nascido, lembro-me que era um bebé com aqueles atributos todos, ainda por cima com as pernas dobradas ainda com o jeito de estar dentro da barriga!!  Bom, depois de ter tido a menina tão linda, agradeci a Deus, o Miguel ser perfeito e saudável.

Não foi preciso esperar muito, Ao fim do primeiro mes de vida o Miguel parecia outro bebé, lindo de morrer. Mas nos primeiros dias, a diferença entre ele e a irmã eram notórias

Ainda hoje, não sei porquê,  a Eliana parecia ter vindo de uma sauna, limpinha, sem aquelas coisas agarradas ao cabelo e à pele, muito branquinha, parecia uma boneca de porcelana, quase sem cabelo, só com uma penugem muito clarinha na cabeça. Era um recem nascido invulgar.

Estou mortinha para ver a Mariana. Venha como vier é a minha netita ;)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Testemunho da Eliana

Dois meses depois da transmissão do programa, e depois de me ver inúmeras vezes na televisão, resolvi manifestar-me, deixar o meu testemunho, em relação a esta maravilhosa experiência.

Não vou dizer que já estava à espera, ou que estava desconfiada de algo … Sempre associei aquela curiosidade da minha mãe pelo sexo do bebé como algo natural na minha mãe, se fosse em outra pessoa, certamente não iria achar tão normal!

Quando saí da ecografia direitinha à consulta com o meu obstetra pronta para lhe pedir nova ecografia porque também eu estava numa curiosidade enorme … a minha mãe estava completamente possuída com um nervosismo que tomava conta dela! Mais uma vez achei normal. Ela é muito curiosa e como é o primeiro neto … bem, fiquei preocupada quando me manda sair do gabinete do médico porque queria falar com ele e eu não podia estar ali para não me enervar! Saiu de lá com um sorriso de orelha a orelha, a abanar a requisição da ecografia, feliz da vida. Ainda lhe perguntei como conseguiu, e ela respondeu-me que pediu ao médico para ter em atenção que era o primeiro filho, o primeiro neto, era a novidade e que estávamos todos muito curiosos!

Depois, seguiu-se uma série de peripécias na marcação da ecografia. Assim … de repente uma ecografia! Não foi fácil. Então dei com ela a pesquisar na Internet por um teste à urina que determina o sexo do bebé (através das hormonas). O teste é muito utilizado nos Estados Unidos, e isso para ela foi o suficiente para o comprar de imediato!

Na manha seguinte lá fiz eu o teste à urina (tinha mesmo que ser com a primeira urina)! O teste consiste num boião com uns cristais, e que juntamente com a urina, ferve, e fica uma cor, ou verde (menino) ou amarelo/laranja (menina).

Por ignorância minha, e até porque o boião estava a ferver, não peguei nele para ver o resultado à luz do dia! Ficou ali, tal e qual como o deixei, em cima da bancada do WC.
Nem queria acreditar no resultado! Eu que dizia não ter preferência pelo sexo do bebé, percebi que afinal tinha sim! Eu queria uma menina! E o resultado do teste (em cima da bancada do WC) era verde … um menino! O Francisco quase pulou de alegria. Ele dizia que também não tinha preferência … afinal tinha, ele queria um menino!

Enviei de imediato uma sms à minha mãe, sem saber muito bem como reagir. Disse-lhe apenas: “É um pilas!” Ela nem me responder. Obvio que também ela queria uma menina!

Quando chego ao trabalho, expliquei-lhe como diz o teste. Nisto recebo uma chamada do Francisco (que ainda estava em casa) a perguntar se eu tinha visto o resultado do teste à luz do dia. “NÃO, CLARO QUE NÃO! ENTÃO AQUILO ESTAVA A FERVER! … mas … porquê?” Ficou um bocado engasgado: “é que à luz do dia dá menina!”
Nem preciso dizer o estado em que a minha mãe ficou. Tive mesmo que marcar aquela ecografia!

Chegou o dia da ecografia. O Francisco e a minha mãe estavam comigo! Um a torcer pelo menino e outra pela menina! E eu ali … super nervosa no meio daquilo que me parecia ser uma competição entre genro e sogra!

O ecografista disse que ainda era muito cedo para nos dar a certeza, e entre algumas explicações diz: Sexo Feminino, sujeito a confirmação.
A parte do “sujeito a confirmação” o Francisco e a minha mãe já não ouviram. Para ele não foi uma “desilusão”, mas como tinha sido influenciado pela mãe, sempre acreditou que fosse um menino. A minha mãe deu um berro de alegria e de repente deixei de a ver!
Certo dia, veio com uma conversa de que tinha pedido à Directora dela para na quarta-feira, dia 9 de Setembro, sair às 17h30 (como as pessoas normais)! Eu ainda achei estranhei: “Oh mãe mas a uma quarta-feira? Isso não tem jeito nenhum…!” Ela desculpou-se com o cansaço e com o stress, e que precisava de ter um dia “normal” para desanuviar.

E que então, podíamos aproveitar e ir ao Vasco da Gama ver umas lojas.
OBVIO, que mais uma vez não desconfiei de nada! O horário da minha mãe é impraticável e não achei nada estranho o “cansaço e stress” que ela dizia sentir! Combinei com o Francisco que jantávamos em casa dos meus pais.

Estava eu “estrilhaçada” no sofá (como diz a minha coleguinha Susana), derretida com os catálogos de puericultura, a explicar ao meus pai e ao Francisco o que tinha visto, o que queria para o quarto da bebé, e a minha mãe num desassossego de um lado para o outro, facto que também eu não estranhei porque ela fica sempre assim quando não sabe do meu irmão!

A campainha toca e eu vejo uma loura a entrar, pensei que era o Miguel finalmente a chegar, com a namoradita (que também é loira), e baixei a minha cabeça de volta para os meus catálogos.

Nem queria acreditar! Mas como foi possível? Como é que se aguentaram todos? Como é que a minha mãe se aguentou? E como é que o Francisco alinhou naquilo? Não sabia como reagir! A Sofia Carvalho ali … à minha frente! Ela, uma câmara e um microfone que estavam tão próximos de mim que parecia que me iam sugar a qualquer momento … e a câmara com um olho verde por trás que incomodava qualquer mulher que fosse apanhada de surpresa como eu!

Quando saíram lá de casa, a minha mãe encheu-me com as aventuras dela nesta surpresa que me estavam a preparar. Fiquei então a perceber o porquê de algumas coisas que se estavam a passar: quando me mandou sair da consulta para pedir a ecografia ao meus obstetra (meu Deus, até o obstetra sabia!); quando comprou o teste à urina; quando desapareceu no dia da ecografia (era para ligar para a produção do programa) e entre outras coisas como ausentar-se do serviço para ir ver um carro para o meu irmão, ou ir com ele a uma consulta numa clínica de estética, quando afinal ia a minha casa com a produção do querido!

Ficaram todos muito mais aliviados e super entusiasmados com grandes expectativas. A produção do programa disse desde o inicio para não comprarmos nada para o bebé. NADA! Nem uma chupeta sequer. Claro que também não estranhei o facto de ninguém me oferecer nada e de a minha mãe não me deixar comprar nada! Afinal … ainda era cedo para essas coisas.

A noite foi passada em claro, a pensar no meu cão que deveria estar eufórico com tanta agitação na minha casa (apesar de ter ficado no terraço da minha querida vizinha), no gato, que estava trancado na arrecadação e que devia estar a delirar com o barulho dos pombos, em mim ... meu Deus, eu estava tão descontraída, tão despenteada, tão sem maquilhagem … e o quarto? Como é que vai ficar? Quais as cores? O que será que estão a fazer? Será que me vão oferecer tanta coisa como ofereceram aos trigémeos? Não são gémeos, mas é um bebé. Eles oferecem sempre imensa coisa quando há bebés! E também disseram para nós não comprarmos nada! A expectativa era mesmo muito grande, ainda para mais quando soube quem estava lá a decorar o quarto … a Catherine Cabral, sim, ela mesmo, a nossa preferida! Não podia ser melhor :)

O dia passou-se e finalmente ligaram à mãe a dizer que podíamos ir.

Após algumas explicações do olho verde atrás da câmara, em que nos explicou que a nossa reacção naquele momento era o mais importante para o programa, chegou então o momento de colocarmos as vendas. A ansiedade aumentava cada vez mais! Como é que estará o quarto da minha bebé? Será que me vão oferecer aquela imensidão de coisas que ofereceram em outros programas? Claro que sim :)

Senti uma sensação de conforto e de tranquilidade quando entrei no quarto, ainda com a venda nos olhos. O chão era muito fofo, e clarinho (ahah pois é, consegui ver pelo cantinho do nariz).

1 … 2 … 3! É impressionante como temos sempre uma tendência para abrir a boca quando somos apanhados de surpresa! As palavras não saiam. A emoção é tanta que as lágrimas acabam por vir aos olhos. E eu que não entendia porque é que as pessoas, quando eram surpreendidas no programa, choravam … Dei comigo a dizer vezes sem conta “está fantástico”. E realmente estava, fantástico, confortável, aconchegante, tranquilo … só a Catherine seria capaz de me surpreender tanto.




Na verdade não tenho um quarto de bebé, como foi pedido na candidatura. Tenho uma salinha de estar, com um berço, para receber as visitas para conhecerem o rebento. A rebenta neste caso :P



Algo de estranho se passou ali. Eles sabiam que era uma menina. E porque é que insistiram tanto com a minha mãe para não comprar nada, absolutamente nada?

Seja o que for, a verdade é que amei de paixão (como diz a mãe) a surpresa e o quarto também!

Obrigada à minha mami, que fez a candidatura (e foi aceite!!) e que se aguentou muito bem até ao fim, ao papá e ao mano, que foram os principais cúmplices dela e que vibraram imenso com a surpresa, ao meu querido Francisco, por ter alinhado nesta surpresa (ele que não é nada destas coisas), à minha vizinha, porque também ela foi cúmplice, e ficou com o meu Bruce e com o bebé (gato), à minha família que nem conhecia o programa, e aos meus colegas da Santa que todos os dias “levavam” comigo a falar da decoração e de pequenas obras que queria fazer no quarto da bebé, e nunca, nunca me fizeram desconfiar de nada!

Fui apanhada de surpresa com uma grande surpresa.
Eliana

Uhuuuuu!! a minha loura decidiu tomar a vacina contra a gripe A

Hoje levantou-se decidida a ir tomá-la. Dirigiu-se ao centro de Saúde da Charneca da Caparica e imagine-se... marcação só para 10 de Dezembro!! Certo é, que como em tudo, levamos uma eternidade para tomar um decisão... e quando a tomamos queremos sempre que seja para ontem. Quando ela me diz isto, sugeri-lhe ligar para o Centro de saude de Algés.... pensei eu, que por ser uma população tão idosa, seria mais rápido. Digamos que marcavam para dia 9. Ok, tentamos outro. Qual é que a Eliana tentou? a santa terrinha onde o marido cresceu, o Barreiro. Aqui  ainda era pior. Ficava em lista de espera, uma vez que já não tinham vacinas.

Tantos apelos da Sra. Ministra, e do Dr. Jorge, para depois numa altura em que o frio já se manifesta, espera-se 2 semanas!!

Posso ate defender o nosso sistema de saúde, que em relação a paises potencialmente mais desenvolvidos que o nosso, tem uma boa prática, mas nestas situações, pergunto-me o porquê destas listas de espera para situações urgentes.

Enfim, temos que aguardar e mais nada!!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Vacina Gripe A, H1N1, influenza nas grávidas

Há coisas na vida pelas quais gostaria de não passar. A indecisão da minha rica filha, grávida de 7 meses ou 8 meses, não sei bem, e depois explico porquê,  tomar ou não esta vacina. Ate aos 6 meses de gravidez o médico era perentório a dizer para não tomar, até pq a Eliana não tinha qualquer patologia que a colocasse numa situação de risco. (o meu filho tb não tinha e digamos que não foi uma gripezita....) Eu própria, e debaixo da minha ignorancia  nesta matéria, achava que também não, se a maioria destas vacinas levam 10 anos a serem testadas, esta saiu cá para fora nuns miseros meses, kiça fruto de uma guerra de laboratórios famarceuticos, e claro que o melhor seria não levar. Até que, a comunicação social faz o favor de informar ou lançar o panico ao mais comum dos mortais, de grávidas que morrem depois de lhes terem sido feitas as cesarianas e salvo os bébés, pelo facto das mesmas não não terem tomado a vacina. Logo de seguida, numa tentativa de nos por completamente doidos dão as noticias que morrem os fetos 3 dias ou 1 semana depois das grávidas terem levado a vacina.

Não há mãe que aguente!!!!

Claro que estou mortinha para ter a minha neta. Mas não sei ate que ponto a minha filha tem que correr um risco, quanto a mim demasiado elevado.... elevadissimo mesmo!!

Hoje e depois de ter sido diagnosticado a Gripe A ao Luis, assumi à minha filhota que mudei de opnião. Acho que deve levar a vacina.

Decerto não me vou arrepender desta decisão e espero que ela siga o meu conselho. Ainda ontem o pai estava bem e hoje de manha estava num estado lastimável, e não está grávido como calculam.

Quanto aos 7 e 8 meses de gravidez.... outro assunto que me deixa louca (deve ser por não engravidar há já alguns anos.

Hoje dia 26 de Novembro, disse-me que tem 31 semanas. Ora se cada mes tem 4 semanas, para a semana tem 32 semanas - o que seriam 8 meses. Mas pelos vistos não são 8 meses...

O parto esta previsto para 27 de Janeiro. então 27 Janeiro correponderia a 9 meses, 27 de Dezembro 8 meses e 27 de Novembro 7 meses. Mas se tem 31 semanas esta quase a fazer 8 meses

Ohhhhhhhhhhhhhhhh meu deus... no meu tempo era tão mais fácil....

resultado não sei quantos meses a rapariga tem...Desisto de entender estas contas. Quando nascer logo faço contas

Agora vou ficar à espera para ver se a minha loura toma a vacina ou não

bjokas

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A minha neta

Na 25 semana, a minha neta é um pedaço de gente, 660 gr e 34 cm de comp ;) Que grande Mulher!

Estes dados vieram da Eco grafia morfolófica ;)

domingo, 27 de setembro de 2009

No ar, por 1 Hora!!! Uff

27 de Setembro de 2009

Queido Mudei a Casa - 11ª temporada - Estreia
 E não é que passou mesmo, HOJE na SIC Mulher!?!

Até deu para esquecer eleições, e tudo o resto. Fiquei sem pestanejar em frente à televisão, sem acreditar que naquele momento era a minha história que iria para o ar.

Um acto de alguma coragem, tendo em conta a minha pessoa e a minha loura também. Aparecer num programa de televisão, expôr uma fase das nossas vidas, em troca de uma surpresa deixou-me a cabeçinha a pensar durante algum tempo. Mas, valeu a pena!! A Minha filha adorou e isso, acima de tudo, é que me  importa.

Acho que a minha neta vai gostar daquela alcatifa anti alergica, e anti acaros e mais não sei o quê! de facto dá um conforto ao quarto, que me faz lembrar a casa dos meus pais há uns anos atras, em que andar descalça, sentar em qq lado, deitar, era uma delicia. Lembro-me de uma amiga, a Fernanda Alcantara, que me dizia: ..."Não quero saber de alergias, não tiro a alcatifa de minha casa por nada. É quente, confortável, cria ambiente, aconchegante"... Fernandinha, tens toda a razão!!

Ainda em relação ao programa, gostei do que vi, é de facto um programa que nos enche o olho, que nos faz vibrar e que faz com que nos apeteça nudar a casa, reciclar e ter ideias arrojadas.

Deixo-vos uma sugestão,  enviem candidaturas, poderão ter a mesma sorte que eu tive!

É verdade, ganhou o PS não foi?

Maria

domingo, 13 de setembro de 2009

O Antes e Depois do Querido

Vou partilhar com vocês o antes e o depois deste magnifico programa a que me candidatei: O Querido Mudei a Casa

A minha filha está grávida e a surpresa seria transformar o quarto/escritório num quarto para o bebé.

8 de Julho

Numa tentativa de surpreender a minha filha, preenchi o formulário do programa, juntei umas fotos que por acaso andavam aqui em casa e no dia seguinte, e como trabalho no Bairro Alto, em vez de comprar um selo e colocar no correio, optei por entregar em mãos. A Rua do Norte era ali bem perto.

Lá fui com o meu amigo Quim. Subimos ao 2º andar e fomos recebidos por 3 queridos, que de queridos nada tiveram. Eram 13 horas, hora de almoço e talvez por isso a nossa recepção não foi de todo a melhor. Constrangida limitei-me a perguntar se podia entregar a candidatura, ao que me responderam que sim. Mais uma palavra minha e acho que me empurravam pela escada, tal não era o estado de irritação e cansaço que tinham.

Já na rua comentei com o Quim, que aquele assunto era para esquecer, porque possivelmente nem iriam ler a carta. Sinceramente depois daquele atendimento, foi o que de melhor pude pensar.

Enganei-me completamente!

14 de Julho

Abraços com uma situação de saúde do meu filho Miguel, recebo uma chamada via telemóvel de um número que não identifico; atendi e limitei-me a ouvir aquilo que para mim nunca iria acontecer …” bom dia, estou a falar com a Maria Rocha? Fala Sofia do Programa querido mudei a casa”… Não podia ser, alguém estava a gozar comigo, não era suposto terem lido a carta tão rapidamente! Continuei a ouvir já com o coração num ritmo mais acelerado. “….a candidatura foi aceite nesta primeira fase e estamos interessados na história da Eliana (minha filhota). Podemos marcar a visita à casa? Se possível amanha entre as 11H30 e as 12H00...” Respondi atordoadamente que sim, dei umas referências do local da casa e a chamada terminou.

Fui invadida por uma sensação estranha e perguntava a mim mesma, Maria onde te fostes meter? Afinal a surpresa passava por fazer tudo sem a minha filha e o meu genro saberem. O resto do dia fiquei apreensiva, preocupada, mas inexplicavelmente satisfeita.

A Eliana tinha regressado neste dia de la Manga, em Espanha e embora eu tivesse a chave de casa dela, tive de fazer do meu genro o meu cúmplice. Como iria lá a casa com eles lá? Embora continuassem de férias, queriam descansar da viagem e arrumar as trenguices normais de quem faz uma viagem.

Falei com o meu genro, o Francisco e numa primeira fase pareceu-me que nem sabia do que eu estava a falar. Programa? Vêm cá a casa? De certo que se lhe falasse de um qualquer jogo do Benfica, ou daqueles malfadados jogos de estratégia que ele tanto joga no computador, saberia logo ao que me referia, mas claro está um programa de decoração é sempre virado para as mulheres.

Intrigado, cedeu e não precisou de muita inspiração. Compras no hipermercado, foi a solução que o Francisco arranjou e que parecia fazer sentido. Afinal tinham regressado de férias e era necessário abastecer o frigorífico.

15 de Julho – 1ª Visita

No trabalho tive de avisar a minha colega Paula. Este assunto começava a ficar sério e embora aproveitasse a minha hora de almoço para fazer a visita, não sabia a que hora regressaria.

Fui com o Luís, outro cúmplice. No inicio da rua visualizei o carro de um dos parceiros deste programa, a Turiscar e depressa percebi que de facto era verdade o que me estava a acontecer.

A minha espera estava duas queridas, a Sofia (não é a apresentadora) e uma outra, a que me tinha aceitado a candidatura. A postura não tinha nada a ver, parecia outra, mais simpática, acessível, bem mais agradável. Aproveitou para me dizer que aquele dia tinha sido terrível e de facto eles não estavam num bom momento quando eu apareci. Desvalorizei a situação.

Entrámos e um friozinho gélido apoderou-se de mim. O suposto quarto alvo de mudança, e que era um escritório invadido por brinquedos e por uma cama onde dormia a amiguinha da Eliana, a “Bê”, parecia saído de um filme de guerra, roupa para lavar para um lado, para arrumar para outro, toalhas de praia, sapatos, enfim tudo o que possam imaginar de quem regressa de férias.

Durante algum tempo falei com a Sofia, sobre a minha filha e o porquê de ter lançado este desafio aquela equipa. Inquieta como estava, soube bem falar com ela. Nunca tinha passado por isto, e a esta altura a ansiedade já tinha tomado conta de mim. Enquanto isso a outra colega, que não descobri o nome, tirava animadamente fotos ao quarto.

O meu genro, do hipermercado ligava-me para saber se já estaríamos despachados, uma vez que, dado o avançar da hora, já tinha inventado uma ementa, para justificar à Eliana a perda de tempo junto das prateleiras à procura de iguarias.

Por último a Sofia informou-me que dentro de 2 a 3 semanas avisavam-me se a candidatura passasse à 2ª fase.

Vim embora a digerir toda a informação que ela me tinha dado, a ser posta em prática caso esta 1ª fase fosse aceite pela Direcção do programa.

Já no trabalho, as minhas colegas, ávidas de informação, questionaram-me sobre tudo o que se tinha passado. Não conheciam pessoalmente ninguém que tivesse participado neste programa e daí que a curiosidade foi muita. Juro que trabalhei a tarde toda, mas com muito esforço, mesmo muito.

Pelas 17H00, liga-me a Sofia, a dizer que tinha sido aceite, e que portanto já estava na 2º fase, que o programa era gravado a 26 e 27 de Agosto, e que já na próxima semana o Ivo, produtor, iria me ligar para combinar nova visita, desta vez com a decoradora e que era bom saber se seria uma menina ou um menino.

As 2 a 3 semanas previsíveis para um desfecho positivo ou negativo, tinham passado a a umas míseras 4 horas.

Apressei-me a perguntar quem seria a decoradora. Fosse quem fosse, não me iria desmotivar, mas claro tenho as minhas preferências, e a sabê-lo naquela altura talvez me ajudasse a confiar mais. “Surpresa” foi a resposta da Sofia.

Durante uma semana pensei quem poderia ser, como iria fazer, quais as cores a utilizar, como seria, enfim um sem número de perguntas que me assolavam e obviamente não tinha resposta. Tinha mesmo de esperar.

21 de Julho

O telefonema do Ivo não tardou. Às 15H00 ligou-me a combinar a visita do dia seguinte, às 12H30, e questiona-me se já sabíamos o sexo do bebé.

A Eliana tinha feito uma eco grafia dia 20 e não tinha conseguido ver o sexo do bebé. Neste mesmo dia, e alegando uma teimosia com o meu querido genro, (para justificar) recorri a um teste americano, que custou uma pipa de massa, mas que me garantiram que funcionava em 90%. O resultado era viável.

Pareceu-me lógico o Ivo pedir esta informação, para a decoração do quarto ter mais a ver com um menino ou uma menina.

Há noite lembrei-me que já tinha entregado as chaves à minha filha, e mais, ela trabalha no mesmo sitio que eu e por norma almoçamos juntas. Teria que inventar uma boa desculpa para me ausentar, acima de tudo uma desculpa plausível, que ela não desconfiasse, do que eu estava a fazer. E as chaves? Já estamos todos a trabalhar, e a falta de tempo é notória.

22 de Julho – 2ª Visita

Logo de manha fui presenteada com o resultado do tal teste americano….”Mãe é um pilas”. Nem queria acreditar! Desde o inicio que lhe digo que é uma menina, alem de que queria uma menina ;) Afinal é a minha primeira neta e tem que ser Mulher!

Ao meio dia o Miguel foi-me buscar, e lá fomos para mais uma visita. A desculpa que arranjei assentou que nem uma luva, disse à Eliana que o irmão queria comprar um Smart a um amigo e que me tinha pedido para ir com ele ver a viatura. Foi aqui que me comecei a tornar uma mentirosa compulsiva!

A caminho encontrei-me com o meu genro para me dar as chaves e quando cheguei, assim que olhei para o prédio, vi a Sofia à janela. A Sofia é vizinha e amiga da Eliana. Mais uma cúmplice. Ela tinha de saber desta história para não comentar fosse o que fosse com a Eliana.

De imediato reconheci o Ivo, e a decoradora. E quem era? Nem mais nem menos que a minha preferida a Catherine.

A visita ao quarto decorreu normalmente, mais umas fotos, umas medidas, perguntas, viram o resto da casa e o Ivo diz-me que o programa iria ser gravado a 19 e 20 de Agosto, portanto uma semana mais cedo do que o inicialmente marcado.

Falamos do resultado do teste, mas não me dei por convencida e disse ao Ivo que iria tentar marcar uma nova eco grafia.

A equipa iria precisar do terraço para apoio a todo o trabalho que iria ser feito no quarto, daí que o cãozinho não poderia lá ficar, nem o gato, que estava em casa. Que bom, pensei eu. Onde coloco um boxer completamente doido a meio de uma semana em que o pessoal amigo está de férias ou a trabalhar. Teria que resolver.

Outra das orientações, era que até final da semana eu teria de os informar qual o destino da Eliana durante aqueles 2 dias, senão a própria produção arranjaria forma de o fazer, e mais, não podia em hipótese alguma mexer/mudar o quarto a partir daquele momento. Várias vezes me avisaram para não comprar nada, nem uma chucha.

Terminou a visita e as minhas expectativas tinham crescido! Afinal isto não era só um programa de decoração, tinha uma vertente social/económica, que a fazer contas por alto depressa me levou à conclusão que a Eliana iria poupar umas valentes massas.

A próxima visita ficou marcada para 28 de Julho, com hora a definir posteriormente, desta vez com o realizador do programa. Mais uma semana num estado de ansiedade, sem poder falar com a minha loura, contar-lhe o que estava a acontecer.


Não é tarefa fácil, omitirmos a uma pessoa tão chegada a nós, uma situação destas. Nos mais pequenos actos, como por exemplo atender uma chamada do meu genro. E o problema é que não foi uma chamada. Um dia e já farta de me ver falar com o Francisco diz-me…” oh mãe, porque falas tanto com o meu marido? Aconteceu alguma coisa?”… De imediato respondi com firmeza …” Sim filha, a Luzinha, nossa amiga, quer comprar um Peujeot 307, no stand do teu marido e dai que tenho servido de intermediária…” não foi uma mentira total, o tema foi verdadeiro, mas muitas destas e no final de tudo isto decerto recorrerei a um psicólogo.

26 de Julho

Ao final da tarde, encontrava-me a ver mais uma programa do Querido Mudei a Casa”, repetição claro, recebo uma mensagem do meu genro que conseguiu com meia dúzia de palavras retirar o meu equilíbrio homeostático, vulgarmente chamado de stress.

A minha querida filha tinha mudado o quarto!! Não podia! Quase há 2 anos naquela casa e logo agora, é que lhe tinha dado para arrastar móveis e alterar aquilo que já tinha sido visto pela equipa do querido! Não mereço!

Enviei uma série de sms a tentar resolver o assunto, mas o assunto não se resolveu… O quarto ficou tal como ela o tinha posto.

Entretanto eu e o Francisco começamos a combinar, como tiraríamos a Eliana de casa. Pensámos na casa da madrinha dela, no Algarve. 2 dias, a meio da semana, não devia de haver problemas. O Francisco marcou férias no trabalho dele e eu apressei-me a falar com a chefe da Eliana para lhe autorizar férias para aqueles dias! Falei com a Maria João, madrinha da Eliana, mais uma cúmplice, e contei-lhe a situação. Concordou. Só faltava o cãozinho e o gatinho… Aquele cão enorme na minha casa estava fora de questão. Ao fim do primeiro dia, viria encontrar a minha casa idêntica a umas quaisquer filmagens de um filme de puro terror, além de que, eu tenho uma Yorkshire que é um mimo, para não dizer que é uma princesinha, e que ficaria bastante incomodada com a presença de um malandro daquele tamanho cá em casa. Quanto ao gato, idem, idem “”

O Francisco falou com a Sofia, a vizinha cúmplice, e tadixa como é uma querida, aceitou ficar com o Bruce (boxer) no terraço dela. Mais um assunto resolvido.

Tal como uma garota que faz os trabalho da escola, estava satisfeita, tinha conseguido resolver tudo aquilo que o Ivo me tinha pedido!

27 de Julho

Dei comigo a perguntar ao Ivo se estavam a gozar! Ligou me para me informar que o programa tinha sido alterado para 26 e 27 de Agosto. Nem queria acreditar, tanto esforço para reunir todas as condições para correr tudo bem e de repente vai tudo ao ar. Nesta semana era impossível o Francisco tirar férias, além de que começaríamos a ter problemas com a Eliana porque o pai tinha prometido que no final de Agosto começariam a arranjar o quarto do bebé.

A justificação que me deu, foi que tinham surgido imprevistos, bem como era uma altura de férias. Aceitei, não tinha outro remédio.

De tarde volta a ligar-me para me dizer que a visita de dia 28, foi desmarcada. Imprevistos, foi o motivo apresentado. Ficou então marcada para dia 29 às 12.30.

29 de Julho – 3º Visita

Mais uma mentirinha para a Eliana. Disse-lhe assertivamente que ia a uma consulta com o irmão. Mais uma vez acreditou.

O Francisco apanhou-me e lá fomos os dois, comprometidíssimos para casa deles. Não sabia o que ia acontecer. O Ivo falou-me numa entrevista. Básico muito básico.

Assim que chegamos o meu genro, com os nervos à flor da pele, resolve ir embora e lá fico eu, à espera do que por ai vinha.

Are baba!! O realizador era um pedaço de mau caminho. Um trintão lindo, de olho verde, simpático e até com um pouco de charme, mesmo por detrás da câmera de filmar.

E ai estava eu com o realizador de camera em punho, com o Ivo a fazer-me perguntas em que o objectivo era dar a conhecer a Eliana e explicar o porque da candidatura.

O quarto pequeno, fechado por causa do barulho, um holofote, com uma luz fortíssima, quase em cima de mim, juntamente, uns afrontamentos diabólicos, os nervos atrofiados, oh meu Deus, o que me estava a acontecer. …” a Filipa, a Eliana, a Eliana Filipa…” nem com o nome da minha filha acertava. O realizador gravava e obviamente perante os meus disparates ia parando. …” 123, gravar, acção…” quando ouvia isto a minha vontade era mandar me para o chão. Onde estava aquela segurança que me é característica? Onde estava aquela mulher decidida, sem medos?

Nem sei como consegui acabar esta entrevista!

Entretanto, e para acabar comigo de vez, o Ivo diz-me que mais uma vez o programa tinha sido alterado. 9 e 10 de Setembro. Nem queria acreditar. Será que seria? Ou era mais um adiamento?


31 de Julho


Grande dia!!!!!!

A Eliana tinha conseguido marcar outra ecografia. Primeiro, porque ficou com muitas duvidas com aquele tal teste americano, e segundo porque não acreditar no instinto da mãe que dia a dia lhe dizia constantemente que era uma Carolina. Eram divinais, as teimas entre o meu genro e eu. Ele garantia que era rapaz, eu garantia que era rapariga.

E assim foi até chegarmos à hora em que o médico lhe pergunta se ela quer mesmo saber o sexo do bebé.

Resposta pronta do médico: Sexo FEMiNINO

Só me lembro de ter mandado um grito de contente que fiquei, e o Francisco, encostar-se ao biombo, com uma falta de forças difíceis de explicar. Foi um momento lindo. A Eliana, claro ficou feliz, no fundo ela queria uma menina.

Entretanto entrei de férias, e a minha filha também. As peripécias foram muitas. Se até aqui as minhas colegas se tinham portado bem, não se tinham descaído, a partir daquela altura era o receio da família. A Eliana iria estar mais tempo com os familiares e a possibilidade de alguém se descair era ainda maior, já estava com uma gravidez mais avançada e chegava a altura de começarmos a comprar coisas para a bebé. Como a equipa me tinha dito para não comprar nada, tentei dissuadi-la de algumas coisas que ela queria comprar. …” Dá azar…, tens muito tempo, …ainda é cedo”… Até que fui bem sucedida, a Eliana como mãe pela primeira vez, foi ouvindo o que lhe dizíamos e lá se aguentou.

No inicio de Setembro, o Ivo volta a entrar em contacto comigo, para me perguntar se sempre se mantinha o que anteriormente tinhamos falado e que me confirmava o hotel nesse mesmo dia.

Com os dias a passarem, a minha tensão arterial acho que andou nas alturas. Olhava para a rapariga e quase explodia. Ela na mais pura inocência, falava em ir escolher o chão, a tinta, queria começar a arranjar o quarto, enquanto o pai tinha disponibilidade; e claro tanto eu como o pai diziamos que sim! até o meu genro foi invadido de uma generosidade subita, tão disponivel e interessado se mostrava no chão flutuante, como se colocava quantos cliques davam para encaixar, enfim ....! As tantas ela estranhou, o Francisco tão empenhado? Será que estava psicologicamente gravido?

Entretanto tinhamos que arranjar uma solução para a Eliana não ir para casa no dia 9.
Na 6ª feira, sem que nada o fizesse prever, à hora de almoço, disse-lhe..." falei com a Dra. Luisa, pedi-lhe para sair mais cedo para a semana, talvez na 4ªfeira. preciso desanuviar, dar umas voltas, descansar. Disse-me que sim, desde que o serviço estivesse assegurado"...  A Eliana, conhecendo a minha chefe, olhou para mim estupfacta e diz-me ..." oh mãe, então e tu vais para onde, fazer o quê, no meio da semana?"... ao que lhe respondi ..." então, podemos por exmplo ir ver os carrinhos de bebé, ao Vasco da Gama"... Ela adorou a ideia, e ficou logo, ali  combinado! Uff, que alivio. Mais uma vez, não desconfiou de nada. À noite comentou com o marido, que ainda apanhado pela onda de empenhamento e dedicação à "causa", disse que também iria connosco.

Apesar de tudo correr bem, o silencio do Ivo, começava a enervar-me. Não me tinha dado resposta e o final da semana tinha chegado.
2ª feira, dia 7,  a ansiedade dominava-me completamente e decidi ligar-lhe. Confirmou-me a data, e disse-me que não tinham conseguido marcar o hotel.para o casal pernoitar de 4ª para 5ª feira.

De imediato resolvi o assunto. disse-lhe que pedia ao meu filho para ir dormir à Costa e a Eliana e o Francisco dormiam na minha casa. Combinámos também que no dia seguinte iria ter comigo ao meu local de trabalho para leventar a chave da casa da Eliana.

E assim foi. Quando na 3ª feira o Ivo foi ter comigo ao final da tarde, pensei que a minha querida filha já tinha saído e dai que a minha postura foi de uma à vontade total, mesmo à porta do meu serviço, a falar com ele. Quando entrei, percebi que a Eliana por um qualquer motivo de trabalho ainda não tinha saído, . Ia morrendo..... !!! Mas, mais uma vez ela não tinha dado por nada!
Entretanto o  Ivo, tinha-me alertado para o facto de que em programas identicos a este, em que a mae quer fazer a surpresa à filha, horas antes do programa descaíam-se e acabavam por estragar a surpresa. Prometi-lhe que não, se tinha chegado até ali, chegaria concerteza até ao fim sem contar nada.

O Ivo foi embora, e eu voltei para o trabalho. Que sensação estranha.... entregar a chave de casa da minha filha, sem ela saber, ao Ivo, um personagem que eu não conhecia, que tinha falado meia duzia de vezes, no âmbito de uma loucura que EU tinha feito... complicado, digerir esta situação.
Optimismo, vai correr tudo bem!!


9 de Setembro - o ser Surpreendida

Finalmente!!
Este não foi um dia fácil!
Como habitualmente fomos as duas trabalhar. Eu encontrava-me exausta com a ansiedade dos ultimos dias, e aquele dia seria diferente dos outros, a Eliana iria ser surpreendida. Queria que o dia passasse depressa, muito depressa. Tal como combinado com a minha chefe, e com a minha colega Paula, saí às 17H30, e lá fomos direitinhas ao Vasco da Gama com o objectivo de disfrutar de um final de tarde diferente e ver uns carrinhos de bebé. ( o "tanas" ela não podia era ir para casa dela!!)

Fomos a duas lojas, à Pré Natal e à Bebé Confort. Na primeira encontrámos uma amiguinha da Eliana, que por detras de umas alcofas, num canto da loja, consegui dizer-lhe que iriamos entrar neste programa. Ficou com os olhos arregalados e só teve tempo para me dizer que porreiro!! Tiramos preços, discutimos cores e modelos e seguimos para a bebé Confort, onde gastamos algum tempo com a panóplia de carros e ovos e alcofas e tudo o resto. Eu acho que nem ouvia bem o que Eliana comentava. As horas passavam-se e eu só me sentia incomodada com o que e como iria acontecer. Retivemos as informações que nos deram, e saímos para vermos mais umas montras e bebermos um café. Tal não foi possivel. Encontramos a sogra de uma colega que só por acaso não gostava nada de falar, e ficamos à conversa à volta de uma meia hora. Discretamente olhando para o relógio e apercebendo-me as horas já tardias, começei com movimentos corporais para dar a entender que tinha de ir embora. Nem uma nem outra perceberam, a conversa estava animada e eu quase a soltar um grito. Quase 20H00 e estava na zona Oriental de Lisboa, e tinha combinado com o Ivo às 20H30 em minha casa, em Algés.
Quase a arranquei do Centro comercial alegando que tinha de fazer o jantar, que estava a ficar tarde.

O meu genro que inicialmente tinha dito que ia ter connosco não foi, ficou em minha casa toda a tarde. Ela nem desconfiava. Em contacto com ela terá lhe dito que estava atrasado por causa do transito e que já não ia ter connosco. Tadinha, ela acreditou!

Eram 20H15 e mando uma sms ao Ivo...."estou atrasada, estou ainda no Cais do Sodré".... Sentada no carro ao lado dela, obviamente que ela me via a enviar sms. Justifiquei que estava as sms com a minha colega Paula. E lá seguimos para Algés.

Quase a chegarmos recebi uma sms do IVO a perguntar-me se  estacionavamos o carro na rua ou na garagem. De imediato respondi que era na rua e de imediato também achei que iriam fazer a surpresa na rua. Apressadamente enviei uma sms ao Francisco e ao Luis para verem da janela se viam algum tipo de movimentação dos queridos.

Quando chegamos vejo o Luis na rua. Acho que se a Eliana olhasse bem para mim, iria perceber a minha taquicardia, o meu olhar comprometidissimo, à procura de qualquer coisa que identificasse os Queridos. Saio do carro enquanto ela o estacionava e comento com o Luis se teria visto algo. Responde-me que não e resolvemos entrar. O Francisco que estava em casa, mostra-se entusiasmado com as nossas visitas, bem como o pai e enrolam, e perguntam, falam, vem catalogos de maneira a ela não sair da sala.

Estratégicamente e como tinha de ser tudo muito rápido, combinei com a produção que ela estaria sentada na sala, de preferência no sofá.

Tenho o hábito de chegar a casa, e vestir um vestido de verão, e as abençoadas havaianas, que funcionam como um relaxador ao fim de um dia de trabalho. Claro que neste dia, ou melhor nesta noite não fui trocar de roupa, e muito menos calçar chinelinhos de dedo. Ela não percebeu....ou melhor não ligou. Os três continuavam na sala e eu, parecia uma barata tonta, da janela para a sala, entrava na cozinha, saía, voltava para a janela. Não via absolutamente nada, nem carrinhas, nem o Ivo, nem a Sofia, nada mesmo.

Este estado de ansiedade e de nervos, foi justificado, porque desde a hora do almoço que não sabia do Miguel, e toda a gente sabe como eu fico, quando não sei do rapaz. A certa altura começam as mensagens do Ivo:
..." Tem de abrir a porta de baixo sem ninguem perceber, vamos subir e vamos tocar a campainha e a maria é que vem abrir a porta"....
Discretamente lá fui eu abrir a porta da rua, sem ninguém dar por isso.  Os momentos seguintes foram horriveis. Onde é que eles estavam que não conseguia ver ninguém, e muito menos ouvir. Continuei de um lado para o outro, as tantas já nem os ouvia na sala. De repente olho para o sofa e não vejo a Eliana.... tinha ido para o computador. Faço sinais ao Francisco para ele conseguir que ela se sentasse novamente no sofá.

Recebo nova mensagem do Ivo:..." quando tocarmos à campainha tem de nos guiar"... A esta altura já tinha as luzes da casa todas ligadas, e evitava ir à sala para ela não ver o meu estado de nevos.

Recebo nova mensagem..." Abra a porta de baixo agora sem ninguem perceber".... Mas que diabo, onde é que eles estavam que eu da janela não os via?? Sem nada o fazer prever vejo o Ivo a correr pela rua de forma a não ser reconhecido, digo eu claro.

Venho novamente para dentro e oiço a Eliana a falar, falar dos carrinhos, dos chassis, das rodas... oh meu Deus, apeteceu-me gritar-lhe, dizer para se calar que o momento agora era outro.... enfim coisas de uma mulher à beira de um atque de nervos...
o Luis e o Francisco olhavam para mim como que a perguntar o que se passava, porque não acontecia o raio da surpresa??????
Uma das cenas giras foi o Luis, que em casa gosta de estar com o seu calçaozinho do benfica e também, o chinelinho de dedo, estava vestidissimo de camisa, e com os saptinhos calçados, sentado no sofá a ouvir a filha como se estivesse à espera que lhe caisse com aviso prévio,  um meteorito na sala.

Finalmente a campainha tocou. Dirigi-me para a porta como se estivesse a ser alvo de um ataque de Parkinson, toda eu tremia, a surpresa, a minha filha, o programa, as cameras.... era tudo junto.

Abro a porta, e senti-me a fazer parte de um filme do Spilberg. A Sofia Carvalho, rapidamente me cumprimenta, segue o corredor com o tal Samuel (ai meu Deusssssssssss, o tal geitoso) a filmar, um holofote fortissimo, e o resto da produção atrás. A Eliana sentada no sofá olha para eles todos com alguma dificuldade, e rápidamente a Sofia fala com ela. O Francisco pirou-se do sofá, não queria ser filmado.  Ficaram ela e a Sofia. o Luis emocionou-se, e eu queria naquela altura, ver tudo, olhar para todos, perceber o que estava a acontecer, mas so conseguia olhar para a Eliana.

Bom, o resto é visivel no programa. Não há palavras que retratem uma surpresa deste tipo. Ela foi de facto surpreendida. E os meus medos acalmaram. Afinal ela ainda não tinha visto a surpresa, mas já estava a adorar ter sido surpreendida pela Equipa dos Queridos.

Terminaram as filmagens, uns dedos de conversa, e foram embora, prometendo que no dia seguinte a surpresa ia ser grande.

Já sózinhos, e durante o jantar queriamos falar de tudo ao mesmo tempo, contar-lhe, o que tinhamos passado, as peripécias que tinhamos vivido e o que tinha acabado de acontecer.

Fomos unanimes numa opinião. A Sofia Carvalho, é de facto uma mulher muito bonita e muito elegante, e facilmente cria empatia connosco (candidatos).
Perguntam voces, então e o outro, o Samuel?? A Eliana a certa altura diz-me assim..."oh mãe, quando aquele olho verde saiu detras da camera de filmar, ate me faltou o ar... o homem é mesmo lindaço"...           É mesmo filhinha da mãe dela...!!

Continuamos pela noite fora a falarmos, como se no dia seguinte nem fossemos trabalhar...



10 de Setembro - A Surpresa


Eram 7.30 da manha e o telemóvel (despertador) toca como se de um dia normal se tratasse. Acordo como sempre sem saber onde estou, quem sou... enfim completamente zonza. Dirijo me para o WC , dou com a porta fechada e oiço o secador de cabelo. Em minutos as lamparinas do meu juizo acenderam-se e caí na real (como dizem os brasileiros). Já passaram 4 anos sem ter a Eliana de manha a ocupar-me o WC. Era uma seca, porque ela levava tanto ou mais tempo que eu, e embora com duas casas de banho só uma era a de serviço a banhos e outras coisas. Bom, rápidamente fui invadida pelo meu stress habitual, o programa, a casa da Eliana, a Eliana, a surpresa..... só faltavam umas horas para acabar com esta ansiedade.

Com muitas expectativas, o dia de trabalho decorreu normalmente até ao final da tarde altura em que no Facebook do Querido Mudei a Casa, surge umas fotos referentes ao quarto que estava a ser decorado pela Cathrine, ou seja o quarto da minha neta.
A confusão instalou-se nas nossas mentes, interpretar aquelas fotos não foi tarefa fácil. O material usado parecia de jardim, a cor tinha sido sinalizada como não sendo das preferidas da Eliana, e as peçitas de roupa para a criança, eram de Verão, quando a previsão do nascimento é para Janeiro. Que estranho, mas tudo indicava que era de facto o quarto para a bebé.

Desistimos de ver as fotos, baralhavam-nos muito e nervosas como estavamos seria melhor aguentar as expectativas sem indicios de como iria ficar o quarto

 Jantamos e continuamos a aguardar o telefonema do Ivo para irmos ver a surpresa.

Inquietos, era como estavamos todos. Por volta das 10.30 o Ivo liga a dizer que podiamos ir indo. A esta altura já mãe e filha tinham recorrido aqueles pózinhos com cores, aos lápis que naquela altura nem distinguiamos quais eram os dos labios e os dos olhos, enfim a intenção era boa e o resultado não foi mau de todo. Estavamos minimamente apresentaveis. E lá fomos os quatro para a Charneca da Caparica.

Da rua podiamos perceber as varias pessoas que estavam dentro de casa da Eliana. O Ivo veio ter connosco e diria que até se processou tudo muito rapidamente. Entramos para a escada, a Sofia veio cumprimentar-nos e de seguida o Samuel informa-nos como se iriam passar os momentos seguintes. Ficou logo combinado que só aparecia eu e a Eliana. Colocaram-nos as famosas vendas e lá fomos entrando guiadas pelo Ivo.

Assim que entrei no quarto tive de imediato uma sensação estranaha. O chao estava "mole" e o som... ou o barulho eram estranhos, tipo abafado. O Samuel disse-nos que dado ser um programa de Tv, em que o objectivo era surpreender, a nossa reacção poderia ser a mais impensável, imprevisivel....!
Logo iriamos ver o que acontecia!!
Na altura e taticamente agarrei a mão da minha filha. Segurança? Nervosismo? Não sei... Naquele momento só isso pude fazer. A Sofia fala um pouco connosco, senti o tal holofote, senti o quanto  quente estava o quarto e ouvi a tal frase... por as maos na venda e  o já celebre ...1...2...3...

Não há hipótese de reagir de outra forma. Boca aberta, olhos arregalados, completamente rendida aquilo que estava à minha frente. Se na altura alguém me tivessem gritado ... "Maria saiu te o euromilhoes,!!!, de certo naquele instante eu responderia ... Espera, uma coisa de cada vez. Agora deixa-me curtir o que estou a ver..."
O espanto é mesmo muito, o factor surpresa acontece pela positiva, a emoção é brutal, e tudo o resto, luzes, camaras, aquelas pessoas que normalmente só as vimos na tv, ali ao nossos lado, a rirem connosco, a partilhar aquele momento faz de tudo isto um momento único e diria até mágico!

Amei tudo, inclusive um pequeno autocolante, tipo marca de agua que colocaram num canto de tecto com o logotipo do Querido Mudei a Casa!

Quando o Samuel desligou a camera, a pasmaceira continuou, desta vez recorrendo ao toque dos inumeros objectos e outros que tinham colocado. A Cathrine é magnifica, como pessoa e decoradora. As cores utilizadas, os materiais, a disposição dos moveis, enfim... tudo fantástico.

Tinha chegado a altura do Luis e do Francisco verem o quarto. O espanto tomou conta deles também.
Conforme tinha começado estava preste a acabar. Enrolar os fios, guardar as cameras, os holofotes e entre cumprimentos e beijocas esta equipa fantastica foi embora, deixando de imediato saudades.


Uma Breve Conclusão


Foi de facto um episódio na minha vida que primou pela emoção, pela surpresa, e por tudo o que envolveu.
As expectativas que criei e que me criaram foram muito altas.
Talvez correspondidas a 100% depois de ouvir a Cathrine, quando o programa foi para o ar a 27 de Setembro. Mas, no dia da gravação, embora tivesse amado tudo e o factor surpresa me tivesse deixado perplexa, fui por momentos invadida por uma sensação esquisita. Então, eu tinha pedido um quarto de bebé. Um dos meus objectivos era tirar a roupa da "Be" e colocar aquelas roupinhas minusculas com cores suaves que qualquer futura mãe se delicia se entrega por completo a imaginar como será a sua pequenina dentro daquelas coisas apetitosas. Encontrei apenas  umas roupinhas penduradas que obviamente não dariam para a Carolina, eram de Verão e a rapariga nasce em pleno Janeiro. Dei comigo apreensiva, o que tinha acontecido? Tanto a Cathrine como o Ivo varias vezes disseram para não comprar nada para a bébé. Escapou-me algo. Algo que era suposto acontecer e foi alterado.

Apesar destas minhas desconfianças que algo não correu como planeado, valeu a pena ter embarcado nesta aventura.  Valeu pela experiencia, pela adrenalina sentida, e sem duvida a enorme recordação que irá sempre unir a Bruna a Eliana e a Carolina.

Um abraço para toda a equipa do Querido Mudei a Casa


Maria

(consegui acabar em 22 de Outubro de 2009, eheheheh)